Análises semanais

Análise da Semana

De 9/8/2010 a 15/8/2010

O setor de energia deverá receber cerca de R$ 1 trilhão em investimentos nessa década, segundo estimativas do Plano Decenal de Energia, elaborado pela EPE. A maior parte dos recursos, cerca de 70%, será destinada à área de óleo e gás, que receberá R$ 672 bilhões. No segmento de energia elétrica, projetam-se investimentos de R$ 214 bilhões entre 2010 e 2019, dos quais R$ 175 bilhões em projetos de geração e R$ 39 bilhões em linhas de transmissão.

O consumidor brasileiro poderia economizar R$ 1 bilhão na conta de luz se as termelétricas que abastecem o Norte do País já estivessem operando com o gás natural do Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, inaugurado em novembro de 2009. Além do atraso no cronograma de conversão de algumas usinas (de óleo diesel para gás), a rede de distribuição do combustível não está pronta. A Região Norte pertence ao sistema isolado e não tem intercâmbio de energia com o resto do País. Apesar disso, qualquer mudança na política energética da região afeta o Brasil inteiro.

O resultado das PCHs no leilão de energia nova A-5, realizado em 30 de julho, não surpreendeu o presidente da Associação Brasileira dos Pequenos e Médios Produtores de Energia Elétrica (APMPE), Ricardo Pigatto. Segundo ele, o fato de apenas quatro empreendimentos conseguirem realizar a venda da energia no mercado regulado é um reflexo da falta de competitividade que a PCH apresenta no momento.

A Eletronuclear está tomando iniciativas para que Angra 3 torne-se uma realidade o mais rápido possível. O presidente da empresa, Othon Luiz Pinheiro, afirmou que a companhia, subsidiária da Eletrobras, está trabalhando para publicar nos próximos dias o edital de montagem eletromecânica da Usina Angra 3, cujo valor deve ser de R$ 1,4 bilhão. Esse contrato abrangerá a montagem dos sistemas e circuitos elétricos da central bem como a parte mecânica, incluindo o reator e a turbina de geração.