Análises semanais

Análise da Semana

De 21/06/2010 a 27/6/2010

A capacidade instalada de geração de energia da Petrobrás irá crescer 9% entre 2010 e 2014, de 7,22 mil MW para 7,89 mil MW, conforme o Plano de Negócios divulgado pela estatal. A produção de energia a partir de térmicas e por cogeração passará de 5,99 mil MW para 6,43 mil MW, enquanto a geração a partir de fontes renováveis cairá, de 1,093 mil MW para 1,090 mil MW. A potência instalada da estatal no exterior passará dos atuais 137 MW para 365 MW entre 2010 e 2014, alta de 166,4%. A Petrobras também anunciou plano de investimentos de US$ 224 bilhões entre 2010 e 2014, nas áreas de exploração e produção (54% do total), além de Refino, Transporte e Comercialização (30%).

A concessionária carioca Light começou na segunda-feira (21/6) a colocar em prática a estratégia para diversificar os negócios e avançar em outros estados. A empresa inaugura a LightCom, que será uma comercializadora de energia elétrica e também prestadora de serviços de eficiência energética. Por trás da LightCom está o foco em negociar a energia das geradoras da empresa, cujos contratos de venda vencem em 2013 e 2014, e a retomada dos investimentos em geração. O presidente da Light, Jerson Kelman, diz que a empresa vai retomar os projetos em geração e entre as hidrelétricas está o projeto da usina de Itaocara, que tem capacidade de gerar 200 MW e foi vendida para a Light nos leilões ainda do governo Fernando Henrique.

A capitalização do grupo Rede Energia por meio de um aporte de R$ 600 milhões feito pelo FI FGTS, trará um alívio imediato no alto grau de endividamento da companhia. Mas a presidente da empresa, Carmem Campos Pereira, diz que o valor é só metade do capital que ela procura e quer preparar a empresa para uma nova etapa de capitalização. O caminho desejado é o lançamento de ações na bolsa de valores, mas para isso se concretizar a trajetória para reduzir os cerca de R$ 4 bilhões de dívida líquida que possui e reestruturar a qualidade de serviços de algumas de suas distribuidoras será longa.

O alto custo da energia no Brasil, um dos mais elevados do mundo, inibe não apenas investimentos em pesquisas por novas áreas de mineração, mas afeta o setor produtivo nacional como um todo. As indústrias esbarram na conta de energia ao buscarem mais competitividade, o que lhes permitiriam oferecer produtos baratos e de boa qualidade. Esse cenário preocupa o governo, especialmente os técnicos das áreas econômica e desenvolvimentista. Documento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a tarifa de energia elétrica subiu 150% no Brasil, ante uma inflação de 74% de 2002 e 2009, pelo IGP da FGV.