Análises semanais

Análise da Semana

De 17/5/2010 a 23/5/2010

O número de fusões e aquisições no setor de energia renovável voltou a subir, após um 2009 fraco por conta da crise. No primeiro trimestre, houve um aumento de 145% em volume de negócios, ante o mesmo período do ano anterior, segundo a pesquisa anual de fusões e aquisições no setor, feita anualmente pela KPMG International. Em valores, a alta foi de 63%: US$ 14,3 bilhões de janeiro a março em relação a US$ 8,8 bilhões do ano anterior.

A gigante elétrica chinesa State Grid anunciou acordo para a compra de sete concessionárias de energia no Brasil, atualmente sob o controle das espanholas Cobra, Elecnor e Isolux. Se ratificado pela Aneel, o negócio será o maior investimento do país asiático já feito no Brasil. A compra, de R$ 3,097 bilhões, envolve a aquisição de todas as ações das seguintes empresas transmissoras de energia, segundo comunicado da empresa: Ribeirão Preto, Serra Paracatu, Poços de Caldas, Itumbiara e Serra da Mesa.

Resolvidos os problemas emergenciais que contribuíram para o blecaute de novembro de 2009, o ONS vai propor ao governo um programa de reforço de pontos estratégicos do SIN. Batizado de Plano Estratégico de Transmissão, a proposta será uma das prioridades do segundo mandato do presidente da entidade, Hermes Chipp, reconduzido ao cargo neste mês. "Uma das metas desse novo período é por "não blecaute". Não significa que não vai ter blecaute, isso é impossível, mas vamos fazer um trabalho para reduzir ao máximo os impactos de ocorrências na rede", afirma o executivo. O plano, em análise pela área técnica do ONS, foi pensado depois que a queda do sistema de transmissão de Itaipu provocou cortes de energia em 16 Estados brasileiros, na noite do dia 10 de novembro de 2009.

Passado o leilão de Belo Monte, o governo articula um consórcio entre a Eletrobras, a Andrade Gutierrez, a OAS, a Odebrecht, a Engevix e a empresa GTZ, do Peru, para construção de cinco hidrelétricas na Amazônia peruana ao custo de R$ 25 bilhões. O texto do tratado internacional que permitirá às empresas brasileiras construir e operar as usinas no país vizinho ficou pronto na semana passada e os ministérios de Relações Exteriores do Brasil e do Peru costuram as assinaturas do documento pelos presidentes dos dois países: Lula e Alan García.

A Eletrobras tem um ambicioso plano de atuação no exterior, que, além dos projetos no Peru, prevê também construção e operação de usinas e linhas de transmissão na Argentina, no Uruguai e na Guiana. Desde 2008, a estatal tem autorização legal para atuar no exterior, inclusive com participação majoritária em projetos.