Análises semanais

Análise da Semana

De 19/4/2010 a 25/4/2010

Até 23 de setembro, o governo e a Eletrobras vão tentar convencer algumas empresas a entrar no consórcio vencedor do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, realizado na terça-feira (20/4). O plano é conversar com pelo menos três grupos pesos-pesados de capital nacional - CSN, Gerdau e Braskem. O governo teme que algumas empresas do consórcio vencedor desistam do negócio por causa do lance de R$ 77,97 por MWh feito no leilão, considerado pelos sócios agressivo demais e, portanto, com retorno muito limitado.

A concessionária Energia Sustentável do Brasil, que constrói a usina de Jirau, no rio Madeira, quer elevar em cerca de 10%, ou 300 MW, a capacidade de geração de energia da hidrelétrica. Os sócios estão dispostos a investir mais R$ 400 milhões para a colocação de outras quatro turbinas no projeto, que levariam a usina a uma capacidade de 3.750 MW. Mas a ampliação depende de aprovação da Aneel e por isso a empresa está em forte campanha, inclusive com propaganda televisiva, para convencer o governo da importância da nova empreitada.

Às vésperas de mudança em sua diretoria, o conselho de administração da Celesc decidiu suspender o programa de demissão voluntária programado (PDVP) até que sejam melhor avaliados os impactos à longo prazo nos negócios da companhia. Até 31 de março, quando o prazo de adesão se encerrou, 1.617 trabalhadores haviam se inscrito no programa. O custo para o pagamento das rescisões contratuais em um prazo de oito anos é estimado em R$ 405 milhões.

A Venezuela obteve um empréstimo de US$ 20 bilhões da China, concordando em formar uma "joint venture" para extrair petróleo de um bloco na bacia do Orinoco, informou o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao prometer que vai satisfazer as necessidades energéticas do país asiático. Chávez disse que o financiamento de US$ 20 bilhões é uma operação separada de um fundo bilateral de investimentos já existente envolvendo os dois países, que totaliza US$ 12 bilhões.