Análises semanais

Análise da Semana

De 29/3/2010 a 4/4/2010

A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Graça Foster, afirmou que a estatal está preparada para atuar no leilão de energia nova A-5 tanto como fornecedora de gás como geradora de energia. A decisão sobre a quantidade de empreendimentos que participarão no certame ainda depende da definição do Custo Variável Unitário previsto para o gás.

A Eletrobras prorrogou o prazo de cadastramento no processo de chamada pública para formação dos consórcios que irão participar do leilão da hidrelétrica de Belo Monte. As empresas poderão se manifestar até às 17 horas do dia 7 de abril. O prazo limite anterior era até o meio-dia de terça-feira (30/3). A chamada pública está sendo conduzida pela Eletronorte em nome de Chesf, Eletrosul e Furnas.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado realizou na terça-feira (30/3) audiência para debater a implantação de linhas de transmissão para PCHs em empreendimentos no Mato Grosso do Sul. Foram convidados o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, o diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, e representantes de entidades locais.

A segunda fase do PAC, lançado na segunda-feira (29/3), prevê investimentos de R$ 1,09 trilhão no setor de energia, o equivalente a 68% do total do programa. O segmento de petróleo e gás responderá por 80,5% deste valor: R$ 879 bilhões. Estão previstos para energia elétrica R$ 180 bilhões, dos quais R$ 136,6 bilhões para geração; R$ 37,4 bilhões para transmissão; R$ 1 bilhão para biocombustíveis e R$ 1,1 bilhão para eficiência energética. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rouseff (PT), afirmou, durante o lançamento do PAC 2, que o país pretende viabilizar a construção de 54 usinas hidrelétricas a partir de 2011. As hidrelétricas terão capacidade de produzir 47,8 mil MW e o investimento está estimado em R$ 116,2 bilhões, sendo que R$ 93,3 bilhões até 2014.

Com três grandes apagões em menos de dez dias no mês de março, a Companhia Energética de Brasília (CEB) se tornou um dos ícones da má qualidade das redes de distribuição. Com a menor tarifa do país - excluída a concessionária do Amapá, que está inadimplente e, portanto, não tem reajustes há anos - faltam recursos para investimentos em manutenção. Segundo o diretor de Operação, Hamilton Naves, a concessionária tem um orçamento anual de cerca de R$ 100 milhões desde 2007 para investir na manutenção da rede que atende 35% do Distrito Federal. "Mas precisaríamos de, no mínimo, R$ 200 milhões", afirma Naves.

A postergação de investimentos em modernização e manutenção da estatal federal Eletrobrás Furnas, e por consequência para-raios obsoletos operando no principal sistema de transmissão do país, é apontada pela Aneel como um dos fatores que levaram à queda, nunca antes registrada, das três linhas de transmissão do sistema Itaipu. A queda ocasionou o apagão sem precedentes em novembro de 2009.

A CTEEP completou a digitalização da subestação Mongaguá (SP), investimento de R$ 1,6 milhão. Os resultados desse processo definiram a estratégia da companhia de ampliar a tecnologia para suas demais instalações, com investimento de mais R$ 20 milhões em dois anos. No segundo semestre deste ano, serão atualizadas mais três subestações. E outras duas estão previstas para 2011.