Análises semanais

Análise da Semana

De 22/2/2010 a 28/2/2010

Na sexta-feira (26/2), exatamente um ano após a declaração do presidente Lula de que pretendia transformar a Eletrobrás na "Petrobras do setor elétrico", a empresa pagará a seus acionistas R$ 2,5 bilhões como parte da dívida de R$ 10,3 bilhões em dividendos retidos desde os anos 70. O pagamento dos dividendos é o primeiro passo dado pelo governo para restaurar a credibilidade da estatal no mercado.

Os grandes projetos nas áreas de energia elétrica e de telecomunicações continuarão a liderar a expansão da infraestrutura do País, que deve receber R$ 274 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos. A projeção é de um novo estudo do BNDES, que prevê aumento de 37,3% nos investimentos em infraestrutura entre 2010 e 2013 comparado com os R$ 199 bilhões entre 2005 a 2008.

Apesar de o Palácio do Planalto dar sinais de que caberá ao sucessor do presidente Lula a responsabilidade de definir o processo de renovação das concessões do setor elétrico, grupos como a Associação Brasileira das Grandes Empresas Transmissoras de Energia Elétrica seguem na expectativa de mudança de postura e anúncio de uma decisão antes do fim do ano. "O ideal era que isso tivesse sido resolvido no ano passado, o sistema não pode conviver com essas dúvidas", afirmou José Cláudio Cardoso, presidente da entidade.

Andrade Gutierrez, Neoenergia, Vale e a Votorantim assinaram na segunda-feira (22/2) um memorando de entendimentos para formar consórcio que irá participar do leilão da usina de Belo Monte. As empresas se comprometeram a avaliar as condições de participação no processo para, em um segundo momento, formalizar a participação conjunta no certame, diz o documento. Marcada para o dia 12 de abril, a disputa deve contar com um segundo consórcio, ainda não definido formalmente, composto pelas construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht, CPFL e Funcef. O preço-teto da concorrência será de R$ 68 / MWh.