Análises semanais

Análise da Semana

De 20 a 26 de julho

O Paraguai ganhará, de graça, uma linha de transmissão de 500 kV, para levar energia da hidrelétrica de Itaipu até a capital do país pelo acordo fechado, no sábado (25/7), entre os presidentes Lula e Lugo. No início das negociações, o Brasil ofereceu um financiamento do BNDES para o governo paraguaio construir esta linha de transmissão, mas agora a empresa Itaipu Binacional bancará o custo da obra, de US$ 450 milhões, e a repassará depois ao Paraguai, segundo decisão tomada já no fim das reuniões entre os países.

O governo brasileiro aceitou também que o vizinho venda no mercado livre do Brasil a energia de Itaipu que hoje entrega a preço fixo à Eletrobrás e concordou em triplicar a compensação paga pelo uso da energia que os paraguaios seguirão vendendo à estatal brasileira. As duas decisões sobre venda de energia só valerão, porém, se forem aprovadas no Congresso.

O consumo de energia elétrica no país acumulou queda de 2,7% no primeiro semestre, na comparação com igual período de 2008, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Em junho, a retração foi de 2,9%, na mesma base de comparação. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, foi verificado crescimento de 0,7%. O menor consumo de energia na primeira metade do ano foi determinada pela menor atividade industrial, efeito direto da crise econômica. De janeiro a junho, o consumo de energia elétrica por parte da indústria caiu 11,4%.

A EPE também anunciou que o sistema elétrico brasileiro deverá operar com "uma sobra estrutural" de energia elétrica de aproximadamente 4 mil megawatts médios até 2013. Mesmo num dos piores cenários de falta de chuvas, haverá a sobra, que equivale à geração das duas usinas hidrelétricas em construção no Rio Madeira: Santo Antônio e Jirau, disse Maurício Tolmasquim, presidente da EPE.

Na semana passada, o Tribunal de Contas de União (TCU) autorizou a retomada das obras de Angra 3, mas impôs uma condição: a Eletronuclear precisará reduzir em cerca de R$ 120 milhões o contrato que tem com a empreiteira Andrade Gutierrez para a construção da usina nuclear. Mesmo tendo sido assinado em 1983, o contrato pode ser mantido, conforme avaliou o tribunal.

O governo pretende entregar à Petrobras o controle sobre a operação dos novos campos de petróleo do pré-sal, disse a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Esta pode ser uma maneira de evitar que a exploração dos blocos gere desequilíbrios na balança comercial brasileira e prejuízos para a indústria nacional, na avaliação do governo.