Análises semanais

Análise da Semana

De 29/6 a 5/7/2009

As discussões a respeito das regras para a exploração do pré-sal prometem figurar no noticiário desta semana. A lei já está redigida e a intenção é que o marco regulatório seja enviado ao Congresso no fim de julho. O presidente Lula convocou para o dia 13 uma reunião ministerial para tratar do tema.

O PSDB promete dar um ultimato ao presidente do Senado, José Sarney, nesta terça (7/7). Caso a nomeação dos integrantes da CPI da Petrobras não saia, o partido recorrerá ao Supremo Tribunal Federal no dia seguinte para obrigá-lo a fazê-lo. A proposta foi feita na semana passada pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento da CPI.

Causaram polêmica as declarações feitas pelo presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo. O dirigente afirmou que há uma campanha de criação de "fatos artificiais" para justificar a instalação da CPI. Senadores do governo e da oposição classificaram a postura de Gabrielli como “inábil e arrogante”.

A Aneel começou a estudar projeto de reestruturação do sistema de tarifas de energia elétrica do País. A agência analisa a hipótese de fazer com que as distribuidoras cobrem dos clientes residenciais tarifas diferenciadas, de acordo com o horário, como ocorre com a telefonia.

A partir desta semana, os 5,8 milhões de clientes da Eletropaulo pagarão conta de luz mais cara. A Aneel aprovou um reajuste médio de 13,03% para as tarifas da distribuidora, que atende 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital.

Em seu relatório anual sobre o mercado do gás, a Agência Internacional da Energia (AIE) afirmou que o consumo mundial cairá este ano pela primeira vez em mais de meio século por causa da crise, o que coincide paradoxalmente com um período de novas capacidades de produção e liquidificação que estão afundando os preços a níveis que podem comprometer investimentos futuros. A demanda caiu 4% no primeiro trimestre, e o retrocesso vai continuar durante o resto do ano, em proporções que não quantificou.