Análises semanais

Análise da Semana

De 1 a 7/6/2009

A semana promete cobertura jornalística intensa da CPI da Petrobras – transferida, por fim, para o dia 10/6 –, que deve levantar novos fatos e denúncias. Na semana anterior, o Senado também pegou fogo com a definição das regras para a regularização fundiária da Amazônia , aprovadas na última quinta (4/6), e que geraram confrontos entre ambientalistas e ruralistas. O ápice foram as declarações do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que chamou os empresários do agronegócio de “vigaristas” e criticou as atuações dos ministros de pastas parceiras pelas pressões por liberações de licenças das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As críticas atingiram os ministros: Reinhold Stephanes (Agricultura), Dilma Rousseff (Casa Civil), Edison Lobão (Minas e Energia) e Alfredo Nascimento (Transportes).

A Energia Sustentável do Brasil, concessionária da hidrelétrica Jirau, no Rio Madeira (RO) retomou as obras de construção da usina após obter a licença de instalação definitiva. A emissão do documento atrasou porque os empreendedores do projeto e o governo de Rondônia não entravam em consenso, o que, por sua vez, atrasou a análise do Ibama.

O consumo de energia no país voltou a cair, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em maio, a carga de energia elétrica que circulou pelo sistema nacional foi 1,4% inferior ao volume constatado em igual período em 2008, terceira queda consecutiva. Na comparação com abril, a redução foi de 1,8%. Segundo o Boletim de Carga Mensal do ONS, a indústria vem sendo o segmento mais afetado desde o agravamento da crise, em setembro. A redução do ritmo industrial vem impactando diretamente a demanda total por energia, que vem caindo desde então.

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica registrou queda de 12% no faturamento do primeiro trimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2008. A indústria de Geração, Transmissão e Distribuição foi a única a registrar crescimento, que ficou em 10%.

Por conta do Ethanol Summit 2009, realizado na semana passada, o biocombustível foi um dos principais assuntos discutidos pelo setor. Além da projeção de que o Brasil continuará líder do setor de etanol de cana-de-açúcar nos próximos 10 anos, também foram anunciados os avanços na produção de biocombustível de segunda geração. Duas grandes empresas, a Novozymes e a British Petroleum, anunciaram a viabilidade tecnológica de novos produtos com essa característica, mas derivados de fontes diferentes.

O Paraguai considerou insuficiente a contraproposta do Brasil sobre sua demanda de venda direta de energia no mercado brasileiro. O país vizinho quer autorização do Brasil para a estatal Ande (Administração Nacional de Energia) comercializar a parcela paraguaia de energia de Itaipu no mercado brasileiro. O governo do Brasil não concorda, porque avalia que essa mudança quebraria as regras do tratado.