Análises semanais

Análise da Semana

25 a 31/5/2009

Governistas e oposicionistas fecharam acordo para dar início à CPI da Petrobras só na quarta-feira que vem (10/6), véspera do feriado de Corpus Christi. Até lá, o PMDB tentará definir o nome escolhido para ocupar uma das vagas de comando na comissão (presidência ou relatoria).

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que as propostas para o novo marco regulatório do setor de petróleo deverão ser entregues ao presidente Lula em até 15 dias. O ministro trabalha para voltar a leiloar as áreas do pré-sal já no final do ano que vem.

Também está programada para junho a divulgação de proposta para as concessões de geração e distribuição de energia que vencem em 2015. O mais provável é que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), responsável pelos estudos, apresente dois cenários distintos - um com a prorrogação dos contratos e outro com a licitação das concessões vencidas.

A emissão da licença de instalação definitiva que permitirá a retomada das obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, depende agora apenas de um acordo entre os empreendedores do projeto e o governo de Rondônia. As pendências com o Ibama estão praticamente solucionadas.

As indústrias retomaram o consumo de gás natural durante o mês de maio. Segundo dados divulgados pela Petrobras, o consumo médio diário chegou a 31,9 milhões de metros cúbicos, diante de uma média de 28 milhões registrada nos quatro primeiros meses do ano.  Apesar da retomada, se comparado ao mesmo período do ano passado, o consumo ainda mostra uma queda acentuada, de cerca de 16%.

Dois acidentes na área de energia: o rompimento da barragem de Algodões 1, no Piauí, que deixou quatro mortos e 11 desaparecidos; e a contaminação de seis funcionários de Angra 2 expostos a material radioativo no último dia 15 – todos passam bem.

A diretoria do Grupo Rede Energia teve trabalho na semana passada para desmentir a informação da venda da Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) – pertencente ao grupo – para a Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). A notícia foi espalhada pelo deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB). A empresa avalia eventuais prejuízos com a divulgação do boato e não descarta processar o deputado.

O Paraguai iniciou uma ofensiva para convencer a indústria brasileira a apoiar o pleito de vender diretamente no mercado local sua fatia de energia produzida em Itaipu. O Paraguai insiste que "gradualmente" o Brasil o autorize a vender 100% de sua energia no mercado brasileiro por meio da estatal Ande (Administração Nacional de Energia). Isso significa metade dos 90 mil gigawatts por hora produzidos por Itaipu na média dos últimos 10 anos. O governo brasileiro, no entanto, está disposto a aceitar que a Ande venda apenas sua parcela da energia "adicional", o equivalente a 7,5 mil GWh, ou 15% do total pretendido pelo Paraguai.