Análises semanais

Análise da Semana

De 11 a 17/05/2009

A semana promete grandes movimentações no Senado por conta da abertura CPI para investigar o caixa da Petrobras. Tudo teve início com a acusação de que a estatal usou manobra contábil para pagar menos impostos. Para o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, a CPI pode "imobilizar a companhia". Nesta semana, ele planeja esclarecer todas as dúvidas dos senadores sobre a estatal. O PSDB não se opõe a ouvir a Petrobras, mas seus líderes disseram que o depoimento do presidente da empresa não será "moeda de troca" para impedir a instalação da CPI.

A licença de instalação provisória da usina hidrelétrica de Jirau concedida pelo Ibama deixou de valer oficialmente na última quinta (14/5), à meia-noite, segundo o documento assinado pelo presidente do Instituto, Roberto Messias. Isso significa que as obras teriam que ter sido paralisadas na sexta (15/5), mas continuam em andamento. A concessionária Energia Sustentável entende que o prazo vence hoje (18/5) à meia-noite.

O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz Lopes, afirmou que os investimentos em seis usinas que a estatal pretende construir em parcerias no Peru devem chegar a US$ 16 bilhões. As usinas vão gerar em torno de 7 mil MW e deverão começar a operar entre 2010 e 2014, atendendo principalmente o mercado brasileiro.

O lobby do setor elétrico se agita para revogar a regra baixada há três semanas que obriga novas usinas térmicas a carvão e óleo combustível a compensarem integralmente as emissões. Mas o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) bateu firme: "Não tem volta".

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, em mais uma ofensiva nacionalista, está reforçando a aproximação com futuros parceiros e anunciou controle mais rígido nas indústrias do país. Para reforçar a receita, o líder venezuelano também articula novos cortes na produção de petróleo mundial.

Treze companhias, incluindo a Petrobras, a espanhola Repsol e a francesa Total, assinaram acordos que permitem à Bolívia aumentar a produção de gás para 44,68 milhões de metros cúbicos por dia, ante 41 milhões de metros cúbicos. "Nós assinamos contratos de produção, métodos de pagamento e um esboço de desenvolvimento de novas usinas. Os três acordos são para garantir um aumento na produção (este ano)", disse o presidente da empresa estatal de energia YPFB, Carlos Villegas.

A ABEEólica estima que cerca de 4 mil MW em projetos candidatos participem do leilão específico para essa fonte, previsto para acontecer em 25 de novembro desse ano. Esse montante é maior do que os projetos que se candidataram ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, que foi de cerca de 3.500 MW.