Análises semanais

Análise da Semana

De 13 a 19/04/2009

Brasil pode ver impulsionar os programas de geração de energia renováveis e biocombustíveis a partir de julho. A Cúpula das Américas terminou no domingo, dia 19, com boas perspectivas de financiamentos americanos.

Apesar de não ter gerado nenhum acordo concreto de cooperação, a Cúpula da Américas foi um bom começo de relação entre os Estados Unidos e os 33 países latinos participantes. Para o Brasil, o encontro pode render, a partir de julho, financiamentos americanos para programas de energias renováveis e biocombustível.

As atenções ao meio ambiente também ganharam destaque na mídia com a aprovação de regras mais severas na concessão de licenças ambientais para novas termoelétricas. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, agora só será liberado o licenciamento àquelas que compensarem toda a emissão de gás carbônico (CO2). Já as que pediram a licença ambiental, ou que já a receberam, só terão de se submeter às novas regras daqui a cinco anos, quando vence o prazo para o seu funcionamento.

A aprovação da ANEEL de aumento nas contas de luz de 10,3 milhões de clientes de 4 distribuidoras do Nordeste e 2 do Rio Grande do Sul também movimentou o mercado. No meio da discussão, o diretor-geral da ANEEL, Nelson Hubner, reconheceu que os reajustes foram expressivos.

A ANEEL também endureceu as regras para o ressarcimento dos consumidores pelas distribuidoras de energia nos casos de equipamentos e eletrodomésticos danificados por problemas na rede elétrica, como falta de luz. As distribuidoras têm dois meses para se adaptar às novas regras.

O consumo de energia no Brasil cresceu 5,6% no ano passado na comparação com 2007, com destaque para a expansão do gás natural e da cana-de-açúcar, que avançaram 16,9% e 9,1%, respectivamente, no período. Apenas a fonte hidráulica demonstrou decréscimo no consumo no ano passado, de 1,7%, segundo apontaram os números preliminares do Balanço Energético Nacional (BEN 2009), produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Promete repercutir também a notícia do recomeço da construção de Angra 3, após 23 anos de obras paralisadas. O governo não quer fazer licitações, mas revalidar, por decisão própria, a concorrência ganha pela construtora Andrade Gutierrez em 1983, no governo de João Baptista Figueiredo (1979-1985).

Na última semana também ganharam destaque denúncias envolvendo a Agência Nacional do Petróleo (ANP): no primeiro caso, a agência é acusada de fechar acordo com usineiros para o pagamento de R$ 178 milhões em dívidas com a União; já a segunda denúncia partiu de relatório atribuído à Polícia Federal que aponta o diretor Victor Martins de favorecer com royalties do petróleo municípios que seriam clientes da Petrobras.