Análises semanais

Análise da Semana

De 30/3 a 5/4/2009

Em mais um desdobramento da Operação Castelo de Areia, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, negou que as obras de terraplenagem da Refinaria Abreu e Lima foram superfaturadas, como apontou o TCU. Foram encontradas pelo menos 12 irregularidades nos contratos com a Petrobras.

A suspensão das operações da AES Uruguaiana, primeira termelétrica a operar com gás natural no Brasil, movimentou o mercado.  O motivo da interrupção da geradora, que tinha capacidade suficiente para atender cerca de 20% do crescimento anual da demanda nacional, foi o corte no fornecimento de gás argentino por parte da empresa YPF. 

Na semana em que Lula foi destaque de popularidade na reunião do G20, em Londres, os principais líderes mundiais se comprometeram com medidas anticrise que, juntas, representam US$ 1,1 trilhão.

Simultaneamente, o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão visitou a Espanha com a missão de persuadir autoridades locais a investirem no setor energético brasileiro, especialmente em energia eólica. Isso, na mesma semana em que foi definida a data do primeiro leilão de eólica no Brasil: dia 25 de novembro.

Está em fase final de estudo no ministério a proposta sobre a possível renovação de concessão de usinas hidrelétricas. Agora, o Ministério de Minas e Energia enviará ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) relatórios que apontarão vantagens e desvantagens da renovação e da retomada das concessões. A próxima reunião do CNPE está prevista para o próximo dia 17.

O consumo de energia em março cresceu 2,1% ante o mesmo mês de 2008, o que aponta para uma melhora na atividade econômica. Para o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), setores não ligados à exportação puxaram a retomada.

Também nessa semana, o governo brasileiro propôs ao Paraguai a construção de uma linha de transmissão entre os dois países e uma subestação no valor de US$ 400 milhões; a duplicação do valor da cessão de energia a partir de 2010, que no ano passado foi de US$ 130 milhões; além da possibilidade de abertura  de uma linha de crédito de US$ 1 bilhão no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para eventuais projetos empresariais no país vizinho e um fundo de investimentos de US$ 100 milhões. Tudo para tentar apaziguar os ânimos com relação às divergências ao Tratado de Itaipu, assinado há 35 anos. O governo brasileiro saberá da posição paraguaia em reunião prevista para 29 de abril.